O ultrassom microfocado e a radiofrequência são tecnologias utilizadas na medicina estética para promover aquecimento controlado dos tecidos e estimular processos associados à remodelação do colágeno.

Embora possam ter objetivos semelhantes, apresentam mecanismos de ação diferentes, profundidades de tratamento distintas e indicações que dependem das características individuais de cada paciente.

Essas tecnologias são frequentemente procuradas por pessoas que desejam melhorar a firmeza da pele, suavizar determinadas alterações do contorno facial ou tratar graus selecionados de flacidez corporal.

Entretanto, compreender seus benefícios e limitações é fundamental para estabelecer expectativas realistas.

Como funciona o ultrassom microfocado?

O ultrassom microfocado utiliza energia acústica concentrada para produzir pequenos pontos de aquecimento em profundidades determinadas dos tecidos.

Esses pontos desencadeiam uma resposta biológica que pode favorecer a reorganização e a produção de colágeno ao longo do tempo.

A profundidade atingida depende das características do transdutor, da tecnologia utilizada e dos parâmetros selecionados.

Em determinadas aplicações faciais, o tratamento pode alcançar planos mais profundos que aqueles geralmente abordados por tecnologias superficiais.

Entretanto, atingir uma profundidade específica não significa necessariamente que todos os pacientes apresentarão o mesmo grau de melhora.

Os resultados dependem da anatomia, da intensidade da flacidez, da qualidade da pele e das características do equipamento.

Como funciona a radiofrequência?

A radiofrequência utiliza energia eletromagnética para gerar aquecimento nos tecidos, por meio da interação da corrente elétrica com suas propriedades físicas.

Dependendo do sistema, esse aquecimento pode ocorrer de maneira mais superficial ou alcançar regiões mais profundas.

O objetivo é produzir alterações térmicas controladas que favoreçam processos relacionados à remodelação do colágeno.

Existem diferentes modalidades de radiofrequência, incluindo sistemas monopolares, bipolares, multipolares e dispositivos associados a outras tecnologias.

Por isso, não é correto considerar todos os equipamentos de radiofrequência equivalentes.

A eficácia, os riscos e as indicações variam conforme o dispositivo e o protocolo empregado.

Ultrassom microfocado e radiofrequência: quais são as diferenças?

Embora ambas as tecnologias possam ser utilizadas para melhorar a firmeza da pele, existem diferenças importantes.

Ultrassom microfocado

Concentra energia acústica em pontos de profundidade previamente determinados.

Pode ser utilizado em indicações selecionadas de flacidez facial e alterações do contorno, conforme as características e a autorização de uso do equipamento.

Radiofrequência

Promove aquecimento por energia eletromagnética, com distribuição que depende do sistema utilizado.

Pode ser empregada em diferentes estratégias de tratamento da qualidade da pele e de graus selecionados de flacidez.

Qual oferece melhores resultados?

Não existe uma resposta universal.

A comparação depende da tecnologia específica, da região tratada, dos parâmetros, do grau de flacidez e do resultado pretendido.

Além disso, a literatura científica não permite afirmar que uma dessas modalidades seja superior à outra para todos os pacientes e todas as regiões corporais.

A escolha deve ser individualizada.

Quais regiões podem ser tratadas?

Dependendo da tecnologia, das indicações autorizadas e da avaliação médica, esses tratamentos podem ser considerados para determinadas regiões.

Face e mandíbula

Alguns sistemas são utilizados para melhorar a aparência de flacidez leve ou moderada e favorecer a definição do contorno facial.

Região submentoniana

A região abaixo do queixo pode apresentar alterações relacionadas à pele, gordura subcutânea e anatomia muscular.

É necessário identificar qual componente predomina antes de selecionar o tratamento.

Pescoço

A pele do pescoço apresenta características anatômicas próprias e exige seleção cuidadosa dos parâmetros.

Abdômen, braços e coxas

Alguns equipamentos possuem aplicações corporais destinadas à melhora da firmeza da pele.

Entretanto, os resultados dependem da tecnologia e da extensão da flacidez.

Em pacientes com grande quantidade de pele excedente após emagrecimento significativo, os benefícios de tratamentos não cirúrgicos podem ser limitados.

Para entender essas diferenças, leia também nosso artigo sobre flacidez corporal após o emagrecimento.

Ultrassom microfocado e radiofrequência estimulam colágeno?

O aquecimento controlado dos tecidos pode desencadear respostas relacionadas à reorganização das fibras de colágeno e à remodelação da matriz extracelular.

Entretanto, esse processo não ocorre instantaneamente.

A melhora clínica, quando acontece, tende a se desenvolver progressivamente, e sua magnitude varia entre os pacientes.

É importante diferenciar alterações observadas em estudos histológicos de benefícios estéticos perceptíveis.

A demonstração de remodelação tecidual não garante, por si só, uma melhora visível ou clinicamente relevante.

Outro aspecto importante é que a estimulação de colágeno por energia não é equivalente à utilização de produtos injetáveis.

Os bioestimuladores de colágeno, por exemplo, possuem mecanismos, indicações e perfis de segurança próprios.

É possível combinar ultrassom microfocado e radiofrequência?

Em determinadas situações, diferentes tecnologias podem integrar um planejamento estético individualizado.

Entretanto, a combinação não deve ser considerada automaticamente superior ao uso isolado.

É necessário avaliar a distribuição do aquecimento, a profundidade de ação, o intervalo entre procedimentos e a resposta dos tecidos.

A aplicação excessiva de energia pode aumentar o risco de efeitos adversos sem necessariamente melhorar os resultados.

Assim, a associação de tecnologias exige justificativa clínica e conhecimento das características técnicas de cada dispositivo.

Quais resultados podem ser esperados?

Em pacientes adequadamente selecionados, essas tecnologias podem proporcionar melhora da firmeza cutânea e de determinados aspectos do contorno.

Os resultados costumam ser mais limitados quando existe excesso importante de pele, flacidez acentuada ou perda expressiva de volume.

Também é importante compreender que:

  • A resposta varia entre os pacientes.
  • A melhora pode ocorrer progressivamente.
  • Nem todos apresentam resultados perceptíveis.
  • Os efeitos não são necessariamente permanentes.
  • A necessidade de novas sessões depende da avaliação individual.

Fotografias padronizadas e acompanhamento clínico podem auxiliar na avaliação dos resultados.

Quais são os riscos e contraindicações?

Embora sejam procedimentos não cirúrgicos, ultrassom microfocado e radiofrequência não são isentos de riscos.

Os possíveis efeitos adversos incluem dor, vermelhidão, edema e sensibilidade transitória.

Dependendo da tecnologia, da profundidade e dos parâmetros utilizados, também podem ocorrer queimaduras, alterações pigmentares, lesões de estruturas profundas e efeitos indesejados sobre a gordura subcutânea.

A avaliação deve considerar a anatomia local, as condições da pele, a presença de dispositivos implantáveis e outras contraindicações específicas do fabricante.

A utilização próxima a estruturas nervosas e outras regiões anatômicas sensíveis exige cuidados adicionais.

Por isso, a seleção dos parâmetros e o conhecimento da tecnologia são fundamentais para a segurança.

Ultrassom microfocado e radiofrequência substituem a cirurgia?

Não.

Quando existe excesso significativo de pele, especialmente após grandes perdas de peso, os tratamentos não cirúrgicos podem não produzir retração suficiente.

Nessas situações, procedimentos cirúrgicos de contorno corporal podem ser considerados após avaliação especializada.

A Academia Americana de Dermatologia destaca que os tratamentos não cirúrgicos de firmeza cutânea apresentam limitações e não oferecem os mesmos resultados de procedimentos cirúrgicos.

O papel do Herus Full no Núcleo Sgobbi

O Núcleo Sgobbi dispõe do Herus Full, da Fismatek, equipamento que integra recursos de ultrassom e radiofrequência.

A disponibilidade de diferentes aplicadores permite considerar estratégias específicas conforme a região anatômica e o objetivo do tratamento.

Entretanto, a indicação não depende apenas da presença de uma tecnologia.

É necessário avaliar o grau de flacidez, a espessura dos tecidos, a distribuição da gordura subcutânea, a anatomia local e as expectativas do paciente.

Os resultados clínicos e as indicações devem ser considerados de acordo com as características técnicas e a documentação aplicável ao equipamento.

Como escolher o tratamento mais adequado?

Antes de indicar ultrassom microfocado ou radiofrequência, a avaliação médica deve identificar o principal fator responsável pela alteração estética.

A perda de firmeza cutânea, o excesso de pele, a redução de volume e a diminuição da massa muscular exigem abordagens diferentes.

Em pessoas que passaram por emagrecimento, essa diferenciação é particularmente importante.

O acompanhamento da composição corporal e a preservação da massa muscular também podem integrar o planejamento.

Saiba mais sobre a importância de emagrecer sem perder massa muscular.

Ultrassom microfocado e radiofrequência no Núcleo Sgobbi

No Núcleo Sgobbi, em Novo Hamburgo, a avaliação médica considera as características da pele, o contorno corporal e os objetivos individuais.

O planejamento pode incluir tecnologias de ultrassom e radiofrequência quando existe indicação apropriada.

A proposta é integrar diferentes possibilidades terapêuticas, respeitando as limitações de cada recurso e priorizando segurança, individualização e resultados realistas.

A Medicina como Estilo de Vida.

Agende sua consulta

Você percebeu redução da firmeza da pele, alterações do contorno facial ou flacidez corporal após o emagrecimento?

Uma consulta médica pode ajudar a identificar as causas dessas alterações e avaliar se o ultrassom microfocado, a radiofrequência ou outras abordagens são adequados ao seu caso.

Agende sua consulta no Núcleo Sgobbi.


Referências e leituras complementares

  1. American Academy of Dermatology — Many ways to firm sagging skin.
  2. PubMed — Literatura científica sobre microfocused ultrasound e flacidez cutânea.
  3. PubMed — Literatura científica sobre radiofrequência e firmeza da pele.

Dr. Thiago Sgobbi
Médico | Núcleo Sgobbi
A Medicina como Estilo de Vida


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